Comitê Cearense pró FSM

Relato da Plenária do Comitê ocorrida em 22/12/2008

Publicado por fsmce em Dezembro 30, 2008

Local: Centro de Pesquisa e Assessoria – ESPLAR, Fortaleza-Ceará.

Data da reunião: 22/12/2008

Presentes: Sharlon Costa (Central dos Movimentos Populares – CMP), Zito (ESPLAR/ABONG), Arnaldo Fernandes (Movimento Ambiental), Nashira Mota (NAVE), Regina Silva (FBFF), Teresa Neuman (AMORAT/MPcD), Eveline Oliveira (AESC), Rafaela Aguiar (GRÃOS), Socorro Carvalho (FCM), Eliane Almeida (CMP-CE), Calos Alberto (CMP-CE), Caio Feitosa (Nosso Espaço), Fátima Castro (AMEM/MAP), Marlúcia Ramos (FEBECaucaia), Wellington Oliveira (FBFF), Raimundo Muniz (CUT), Eron Narciso (RJNE), Felipe Lopes (GRAB), Dediane Souza (GRAB), Delson Nascimento (GRAB), Maria Francilene (FBFF), Fco. Victor (História/UFC), Camila Queiroz (Comunicação/UFC), Maria do Carmo (ACBE), Raul Monteiro (Inst. Janus), Fco. Edvalso (AMCSC), David Barros (IJC), Cineide Almeida (CMP), Rozângela Fernandes (AROEIRA), Michael Bocádio (MCP), Luiz Favaron (AESCE), Josael Jario (Mov. Amb.), Macarrão (ORL) e Elitânia Costa (LANCE).

Justificaram ausência: Clesley Tavares (ENSINE), Jacqueline Lessa (ACDM), Débora Urano (Turismóloga), Maria Ozaneide (FETANCE), Maria Assunção (COOTRACE), Margarida Pinheiro (CETRA) e Rosa Fonseca (Crítica Radical).

=> Pautas:

* Encontro pré-FSM 2009:

Dado o informe que houve a reunião do GT de Metodologia, cuja pauta única foi o “Encontro pré-FSM 2009”, em seguida foi feita à leitura do Cronograma das atividades, o qual foi aprovado com alguns acréscimos e ajustes, de modo que o Cronograma do Encontro pré-FSM 2009 ficou da seguinte forma:

“Dia: 10/01/2009

Local: Auditório do Conselho Regional de Contabilidade –CRC (Fortaleza/CE)

è Cronograma:

8.00 – Acolhida d@s participantes e entrega de material *

8:30 – Mística seguida de apresentação/integração d@s Participantes

9:00 – Abertura do Seminário

9:15 – O Fórum Social Mundial e a crise: e agora ? Expositore(a)s: Aécio Oliveira (economista, NuSol/UFC), Jeovah Meireles (ambientalista, Geografia/UFC), Maria de Jesus (MST/Via Campesina) e WeibeTabeba (liderança indígena).

10:15 – Debate;

11:45 – Leitura dos “10 Objetivos” de Ação do FSM 2009 e formação de Grupos de Discussão.

12:00 – Almoço *

13:00 – Dinâmica para animar o reinício dos trabalhos

13:15 – Discussão em grupo com @s participantes a partir dos “10 Objetivos”

14:15 – Apresentação dos resultados das discussões na Plenária

15:15 – Fala dos Movimentos e Organizações Sociais sobre a participação FSM 2009

16:00 – Encerramento.”

Na seqüência foi lembrado que, conforme deliberações tomas em plenárias anteriores do comitê CE pró FSM, devem participar – prioritariamente – do “Encontro pré-FSM 2009”, as pessoas dos grupos que estão articulados no âmbito do Comitê, vêm participando/colaborando com a construção do processo e estão decididas a ir à Belém para participar do FSM 2009.

* Oficina itinerante:

Foi dado o informe sobre a realização de oficinas sobre o FSM em Fortaleza, Caucaia (Região Metropolitana), Aracoiaba (Maciço de Baturité), Morada Nova (Vale do Jaguaribe), Iguatu (Centro Sul), Quixadá (Sertão Central), Tauá (Sertão dos Inhamuns), Tianguá (Ibiapaba), Aracati (litoral leste) e Itapipoca. Com este total, buscamos cumprir a meta de realizar pelo menos uma oficina em cada Macro-Região do Ceará.

O processo ainda está aberto a novos agendamentos, pelo menos até a segunda semana de Janeiro. Estão pendentes ainda as regiões Norte e Cariri, que não apresentaram demanda até o momento. Temos uma oficina agendada para o dia 07/01 às 14:00 h no CAMPE, para o Movimento das Pessoas com Deficiência – MPcD.

* Infra-estrutura:

Dado o informe sobre o encaminhamento dos Pedidos de Apoio (alguns acompanhados de projeto detalhado) a diversas instituições: Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza, Assembléia Legislativa, Câmara Municipal, CEF, BB, BNB, Petrobrás, Sindicatos etc. De todos estes só temos alguma sinalização positiva do BNB e da Assembléia, mas não temos ainda idéia de quanto será liberado. A CEF e a Petrobrás responderam negativamente (que não dispõem de orçamento). Dos demais locais não tivemos retorno ainda.

Foi avaliado que precisamos intensificar o processo de captação de recursos financeiro, pois o tempo passa e falta cerca de um mês para o FSM 2009.

* Demanda para formação da delegação do Comitê CE pró FSM:

Conforme foi decidido em Plenária anterior do Comitê, a Secretaria pagará a taxa de inscrição (como Movimento/articulação) de R$ 150,00, a fim de possibilitar a inscrição das pessoas dos grupos que participam do Comitê. A vantagem é que o valor da inscrição individual custará – segundo informações oficiais da comissão organizadora do FSM 2009 – R$ 20,00 até o 50º, a partir daí a inscrição custará R$ 10,00 por pessoa inscrita. Como pretendemos viabilizar a ida de 150 pessoas (a depender do quanto conseguirmos arrecadar), esta forma é mais favorável.

Pauta para as próximas Plenárias do Comitê, mas é bom que os grupos estejam, desde já, buscando definir com exatidão, cada um, sua

* Critério para definição da delegação (quem irá pelo Comitê):

Este assunto voltou a ser tocado como lembrete, tendo em vista que não sabemos ainda quantas vagas teremos (a depender de quantos ônibus conseguiremos fretar). Caso tenhamos mais pessoas interessadas em viajar do que o número de vagas nos ônibus (que conseguirmos fretar), teremos que adotar – coletivamente – critério para preenchimento das vagas, definidos em Plenária. Ex.: cotas por seguimento social, por região etc.

A fim de possibilitar um maior organização na sistematização das demandas, os grupos devem enviar relação própria (nome completo, entidade e nº do rg de cada pessoa) para o e-meio da Secretaria do Comitê: secretaria.fsmce@gmail.com .

Obs.: Ficou decidido que na próxima semana não haverá reunião dos GTs, que se reunião sempre que for preciso. Já a Planária Geral passará, a partir da próxima, a ocorrer semanalmente até a véspera da viagem ao FSM 2009.

PRÓXIMA PLENÁRIA

Dia 07/01/2009 (quarta-feira) às 18:30 h no ESPLAR (Rua Princesa Isabel, nº 1968 – Benfica).

* Pauta sugerida: - Informes Gerais; – Informe do FSM 2009; – Avaliação do processo; – Encaminhamentos.

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[DANIEL BENSAÏD] “Passamos da fase dos slogans simpáticos dos fóruns sociais”

Publicado por fsmce em Dezembro 29, 2008

De passagem pelo Brasil, filósofo francês concede entrevista exclusiva à Carta Maior, na qual analisa a crise financeira, comenta as situações dos EUA e da Europa e aponta os desafios para a esquerda construir uma alternativa ao modelo atual.

Maurício Thuswohl (Agência Carta Maior)*

RIO DE JANEIRO – No Brasil para uma série de palestras que acompanham o lançamento de um de seus livros – Os Irredutíveis, teoremas de resistência para o tempo presente (Ed. Boitempo) – o cientista político e filósofo francês Daniel Bensaïd, em entrevista exclusiva à Carta Maior, analisa a crise financeira global e seus possíveis desdobramentos. Durante a conversa, que aconteceu antes da palestra realizada segunda-feira (3) na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Bensaïd apontou as contradições dos líderes europeus de direita que falam em um “novo acordo de Bretton Woods” e afirmou – ainda sem saber o resultado das eleições – que a liderança dos Estados Unidos sofre um declínio irreversível e que a hegemonia norte-americana só se sustenta atualmente graças ao poderio militar e político do país.

Renomado teórico trotskista, Bensaïd fez também duras críticas à social-democracia européia e apontou a falta de um projeto de esquerda na Europa. O francês afirma não conhecer muito bem a situação da América Latina, mas acredita que os governos de esquerda da região podem constituir uma alternativa local à crise. Ele afirma também que chegou a hora de dizer qual “outro mundo possível” realmente queremos. Leia abaixo a entrevista de Daniel Bensaïd, que dará palestras hoje (5) em Porto Alegre (Memorial Rio Grande do Sul, 19h), amanhã (6) em São Paulo (PUC, 19h) e no sábado (8) em Ouro Preto (Casa da Ópera, 9h30):

Carta MaiorQuais são suas impressões, em linhas gerais, sobre a atual crise financeira mundial? Estamos diante de uma crise terminal do sistema capitalista?

Daniel Bensaïd – O capitalismo não vai acabar sozinho. Esta é uma crise histórica, e não somente uma crise ordinária, como o capitalismo conheceu a cada dez ou quinze anos. Essa crise era também previsível, porque é impossível exigir_ como fazem os acionistas _ um retorno sobre seus investimentos da ordem de quinze por cento ao ano frente a um crescimento que em média, no caso dos países desenvolvidos, é de dois ou três por cento ao ano. Alguns dizem que a crise financeira pode chegar à economia real, o que é uma fórmula um pouco absurda porque as finanças fazem parte da economia, elas não são irreais, efetivamente. Por trás dessa crise financeira já havia uma crise de produção. Ao menos para os países europeus – eu não conheço as estatísticas sobre o Brasil – a divisão do valor agregado entre salário e trabalho se deslocou dez por cento em favor do capital, ou seja, do ganho do capital em detrimento do trabalho, o que provoca uma crise incontrolável. Para continuar a vender – porque se existe o produto é preciso vendê-lo – houve um aumento totalmente louco do crédito, e não somente do crédito hipotecário imobiliário nos Estados Unidos. Também aumentou o crédito ao consumo, o crédito às empresas, etc. A crise, desse ponto de vista, era previsível.

Por outro lado, ela não é simplesmente uma fatalidade, é o resultado de decisões políticas que se acumularam por vinte anos, porque a desregulamentação das bolsas, a livre circulação de capitais, o desenvolvimento dos ganhos do capital não fiscalizados, tudo isso foi precedido por uma série de medidas legislativas tomadas pelos diferentes parlamentos na Inglaterra, na França, na Alemanha, etc. No que concerne à Europa, isso foi sistematizado pelos diferentes tratados da União Européia, de Maastrich em 1992 até o Tratado de Lisboa no ano passado, que codificaram o livre mercado europeu. Portanto, essa era uma crise previsível e ela é muito grave porque é globalizada, esse é seu caráter inédito. Mas, por trás de tudo isso, eu creio que o capitalismo poderá se restabelecer, ele já resistiu a outras crises. O problema é saber a qual preço e quem vai pagar o preço, pois essa é, afinal de contas, uma crise mais profunda. No jargão marxista, podemos dizer que a lei do valor atualmente funciona muito mal. Hoje, não podemos medir pelo tempo do relógio um trabalho social muito complexo, que cada vez mais mobiliza conhecimento acumulado, como não podemos tampouco medir a crise ecológica pela flutuação das bolsas de valores.

CMA crise ambiental, com o problema do aquecimento global, torna a crise financeira ainda mais grave. Estamos vivendo uma crise da humanidade?

DB – Sim, e a crise ambiental não é um problema qualquer. Quando pensamos nas conseqüências, que virão durante séculos ou talvez milhares de anos, da estocagem de lixo nuclear, da destruição das florestas, da poluição dos oceanos e, agora, das mudanças climáticas, vemos que todos esses problemas não poderão ser controlados simplesmente pelos mecanismos do mercado que, por definição, são mecanismos que arbitram no curto prazo ou de maneira instantânea. Está no centro do que chamamos de organização social a prática de medir toda riqueza, toda relação social, e mesmo a relação da sociedade humana com a natureza, pelo único critério do tempo de trabalho abstrato.

CMOs países da Europa tomaram a dianteira contra a crise com medidas protecionistas e forte presença do Estado. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que os países devem caminhar para um novo Bretton Woods. Como o senhor analisa a posição européia?

DB – Existe uma contradição em uma crise como esta. Como a globalização esta aí e é, em parte, irreversível, todo mundo hoje, e mesmo os antigos liberais fanáticos de outrora, pensa que é preciso estabelecer uma regulação e novas regras do jogo. Todo mundo fala de uma regulação em escala mundial, um novo Bretton Woods, ou ao menos em escala continental como, se pegarmos o exemplo da Europa, a criação do Fundo Soberano Europeu. Estas são as intenções. Ao mesmo tempo, dentro de uma crise grave como esta, cada um tenta jogar de forma solitária, e nós observamos desde o início da crise interesses diferentes como, por exemplo, na Alemanha e na Irlanda, que quiseram proteger seus próprios capitais e seus próprios bancos.

É cedo demais para dizer quem vai levar a melhor ou se haverá uma espécie de solidariedade entre capitalistas suficientemente forte para criar mecanismos de controle da crise e de solução para os nossos problemas. Ou ainda, ao contrário, se vamos assistir a um agravamento muito forte da concorrência intercapitalista, interimperialista ou entre os grandes blocos. Uma crise como a atual cria também tendências centrífugas muito fortes.

CMO senhor acredita que esta crise consolida o declínio dos Estados Unidos como potência hegemônica mundial?

DB – Do ponto de vista econômico, o declínio do império americano começou há muito tempo. Os EUA é o país mais endividado do mundo, que continua a desempenhar um papel hegemônico, em grande parte, por causa do seu poderio militar, que representa 60% dos armamentos e das despesas com armamentos em todo o mundo. E, atualmente, existe um efeito perverso, pois a dívida americana havia sido neutralizada pelo deslocamento de capitais dos países produtores de petróleo e da China aos EUA sob forma de Obrigações do Tesouro, ou seja, em dólares. Se esse capitais se retiram, eles fazem o dólar cair e os EUA perdem de todo jeito. Portanto, do ponto de vista econômico, existe uma espécie de mecanismo que deixa os EUA na condição de refém. Enquanto os EUA mantiver a hegemonia militar, o cenário atual poderá durar, mas a gente vê muito bem hoje, e via mesmo antes da crise, que o euro – ou mesmo o yen, mas, sobretudo o euro – pode se tornar a moeda de reserva no lugar do dólar, que ainda guarda seu papel de moeda de troca internacional muito mais por causa da potência política e militar estadunidense do que por causa da solidez da economia dos Estados Unidos. Por isso, eu creio que hoje o declínio dos EUA é irreversível.

CMQual sua avaliação sobre o posicionamento da esquerda frente à crise financeira? O senhor acredita que os governos de esquerda da América Latina podem ter papel importante na busca de soluções para a crise?

DB – Eu não conheço muito bem o contexto da América Latina. Eu não sei qual vai ser, por exemplo, a capacidade da Venezuela se o preço do petróleo continuar a cair, portanto é mesmo possível que os efeitos da crise sejam mais duros para paises como a Bolívia ou a Venezuela do que para o Brasil, que tem uma exportação mais diversificada. Eu penso que a crise se fará sentir também no Brasil, mas talvez menos forte. Agora, se a reação à crise vai começar a partir de um pólo bolivariano ou a partir da tentativa do Banco do Sul para se tornar autônomo em relação ao dólar, se vai ser criada uma solidariedade energética e alimentar entre os países da América Latina, se isso tudo vai avançar ou não, a questão está aqui e a resposta está aqui. Eu não tenho resposta.

CME na Europa, existe um projeto da esquerda?

DB – A social-democracia, que é a maior força de esquerda na Europa, vem destruindo metodicamente nos últimos vinte anos os mecanismos do Estado-providência e do Estado de Bem Estar Social.Atualmente, diante da brutalidade da crise, vemos dirigentes do Partido Socialista na França falarem novamente de nacionalização. O que fez Sarkozy não foi em hipótese alguma a nacionalização dos bancos. O que ele fez foi dar aos bancos a segurança do Estado sem nem mesmo solicitar o direito a voto nos conselhos de administração, foi meramente um socorro aos bancos.

Certas vozes de esquerda pedem o relançamento de uma política de aumento dos salários, mas isso exigiria uma política séria em escala européia, porque existe o desafio de fazer em nível europeu o contrário do que fizeram os partidos socialistas nos governos nacionais nos últimos vinte anos, ou seja, reconstruir os serviços públicos europeus, harmonizar a fiscalização européia, desenvolver uma fiscalização fortemente progressiva e retomar o poder de compra. Isso significa destruir todos os tratados sobre os quais foi construída a União Européia desde 1992. Eu não acredito que exista nem a vontade política de fazer isso nem a força social para fazer. Por uma razão, pois, através do processo que atravessou, a social-democracia européia perdeu muito do seu apoio popular. Por outro lado, ela se integrou muito fortemente ao topo, às empresas privadas e às finanças globalizadas. O símbolo disso é a presença de dois social-democratas franceses como homens de confiança do capital à frente da OMC (Dominique Strauss-Khan) e do FMI (Pascal Lamy). Isso resume um pouco a situação.

CMO economista François Chesnais afirma que esta crise é a primeira etapa de um processo muito longo e que não sabemos como ele vai acabar. O senhor sempre foi um crítico contumaz tanto do capitalismo e da globalização financeira quanto dos regimes socialistas constituídos sob a ótica stalinista. O senhor acredita que a humanidade está preparada para construir uma terceira via?

DB – A terceira via não passa nem pela gestão estatal e burocrática que faliu nos países do Leste da Europa, notadamente na União Soviética, nem pelo liberalismo. Muita gente diz hoje em dia que a crise não foi causada pelo capitalismo em si, mas pelos excessos e abusos cometidos. Não, a crise foi causada fundamentalmente pela própria lógica do capitalismo. Eu acredito que passamos da fase dos slogans simpáticos dos fóruns sociais. Se um outro mundo é possível, chegou a hora de dizer qual. Nós saímos de um século que terminou, sob o meu ponto de vista, com uma derrota histórica das esperanças de emancipação. Nós entramos no século XXI com muito menos ilusão do que nossos ancestrais entraram no século XX, sobretudo os socialistas, que acreditavam no fim das guerras e da exploração.

O problema atual é que estamos no início de uma longa reconstrução, mas, ao mesmo tempo, numa corrida contra o relógio, mais do que nunca, pois vivemos uma crise de destruição não somente social, mas também ecológica. Para mim, há somente uma alternativa: opor à concorrência e à lógica do todos contra todos uma lógica do bem comum, dos serviços públicos e da solidariedade. Podemos chamar isso de socialismo, comunismo ou democracia autogestionária. É preciso tentar. Se nós não tentarmos mudar o mundo, ele vai nos esmagar.

* Fonte: Agência Carta Maior; Disponível em: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15359

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A IV Guerra Mundial e o Outro Mundo Possível**

Publicado por fsmce em Dezembro 26, 2008

O Subcomandante Insurgente Marcos, reconhecido como porta-voz do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), em conferência organizada pelo Centro de Análise Políticos e Pesquisas Sociais (CAPISE) que reuniu lideranças latino-americanas da Via Campesina, afirmou que entramos na era da IV Guerra Mundial, na qual o “inimigo” é o planeta e não apenas os seus habitantes, mas também tudo que está nele: a natureza.

A conferência ‘A guerra de conquista sobre o campo mexicano’ foi publicado na íntegra pelo La Jornada, 26-3-2007. A tradução é do Cepat. Apresentamos aqui uma síntese.

Alguns pressupostos iniciais

A). – Sobre a Guerra Neoliberal

* A etapa atual do capitalismo é, no sentido estrito, uma nova guerra de conquista. A IV guerra mundial, uma guerra em todas as partes, o momento todo, de todas as formas. A mais mundial das guerras. O mercado converte em mercadorias bens que antes eram ignorados ou permaneciam fora do circuito mercantil.

* Assim, a água, o ar, a terra, os bens que contem o subsolo, os códigos genéticos e todas essas “coisas” que antes eram desconhecidas ou careciam de valor de uso e troca, converteram-se durante os vertiginosos últimos anos em uma mercadoria.

* A mercadoria que permanece, apesar das mudanças e dos avanços tecnológicos e informacional é a força de trabalho, as trabalhadoras e os trabalhadores do campo e da cidade. O sonho capitalista de um mundo sem trabalhadores, apenas com robôs e máquinas que não exijam os seus direitos, nem se sindicalizem e façam greves é isso: um sonho. Outro mundo apenas será possível sobre o cadáver do capitalismo, como sistema dominante.

* A globalização do capital destruiu as fronteiras nacionais e reacomodou o mundo. A lógica do mercado é agora o que determina as relações internacionais e as relações dentro dos moribundos Estados Nacionais.

* A lógica do mercado esconde por detrás de sua aparente inocência, a lógica da exploração, da espoliação, da repressão e do desprezo, ou seja, a lógica do capitalismo. A riqueza capitalista tem como origem o roubo e a exploração.

* A revolução tecnológica e informacional trouxe consigo a possibilidade da simultaneidade e a onipresença do capital, fundamentalmente do seu setor mais emblemático: o capital financeiro.

* Na Globalização Econômica Capitalista, ou seja, na IV Guerra Mundial, o “inimigo” é o planeta, não apenas os seus habitantes majoritários, mas também tudo que está nele: a natureza.

* O Imperialismo mudou a sua formas de guerrear, mas o amo segue sendo o capital e seu imperador vitalício, o capital financeiro.

Enquanto na lista da FORBES aparecem os supostos homens mais ricos do planeta, omite-se a referência ao que temos chamado da “Sociedade do Poder”, um pequeno grupo de donos de indústrias, comércios, bancos e empresas turísticas.

Enquanto os senhores Bill Gates e Carlos Slim, para mencionar apenas dois que acreditam ser os mais ricos do mundo, a “Sociedade do Poder” faz com que acreditem. Mas os Estados Unidos tem em seu território 53 empresas que sozinhas, faz sete anos, 40% dos lucros a nível mundial. Estas empresas norte-americanas, junta com outras que operam desde o Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, os Países Baixos, Suíça e Coréia do Sul, obtém mais de 90% dos lucros mundiais. 193 empresas com sede nesses países obtiveram mais de 225 bilhões de dólares dos 250 bilhões que foram os lucros mundiais em 1997.

O senhor “Coca Cola” não existe, por isso não aparece na lista dos mais ricos. Tampouco o senhor “Wall Mart”, o senhor “Ford”, “Chrysler”, “General Motors”, “HSBC”, “Santander”, “Monsanto”, etc.

* “Conquistado” na III Guerra Mundial o território que foi do campo socialista, o capitalismo dirige suas mãos ensangüentadas para os países pobres com abundantes recursos naturais: África, Ásia, Oriente Médio e América Latina. Estas regiões do mundo se especializaram em duas coisas, abundantes recursos naturais e uma legendária alta produção de pobres.

* Os povos autóctones em nível mundial (com mais de 300 milhões) estão sobre regiões que possuem 60% dos recursos naturais do planeta. A reconquista desses territórios é um dos objetivos principais da guerra capitalista.

* A América Latina é já um dos novos cenários da guerra de conquista e, portanto, os Povos Índios da América terão, com já fazem 500 anos, o papel protagônico na resistência.

B). – Sobre a Política de Cima na Globalização

* Nessa guerra de conquista, as forças expedicionárias na maioria dos paises da América Latina são formadas pelo governo e pela classe política. Salvo a exceção de Cuba, a rebeldia crescente da Venezuela e ainda por se definir a especificidade da Bolívia, os governos latino-americanos, sem importar sua suposta ideologia, converteram-se nos capitães da reconquista dos territórios que vieram florescer as civilizações dos povos originários dessas terras.

* Os governos nacionais são já claramente meros gerentes que cumprem as disposições do dono. E um gerente é, sobretudo, um capataz.

* Com o mercado nacional agoniza também todo o que em seu entorno floresceu: a classe política tradicional, a classe média, o pensamento crítico, o corporativismo, as grandes centrais operárias e campesinas, a autonomia relativa das instituições educativas, de pesquisa cientifica e da cultura e a arte, as relações comunitárias, o tecido social, a segurança social, a segurança pública, a democracia eleitoral.

* A chamada “classe média” que floresceu junto aos Estados Nacionais e se converteu em seu suporte social, ideológico e político, se encontra agora inerme (pelo menos no México) e, apesar de seus suspiros por uma mudança pausada que a leve de volta a sua bonança e tranqüilidade, vê com desesperação como a destruição alcança a sua antiga fortaleza e torre de cristal: a família.

C).- Sobre os meios de comunicação

* Se antes era o exército, a policia, os falcões, as guardas brancas; agora são os grandes meios de comunicação eletrônica os “inibidores” da luta democrática e social.

* Os meios de comunicação massiva substituem o Ministério Público, Jurado, Púlpito, Gabinete, polícia, juiz. Ah!, as vezes entretém.

* A nova “habilidade” dos meios de comunicação é fazer “desaparecer” realidades e movimentos, ignorando-os ou difamando-os (alguns exemplos recentes: o povo de San Salvador Atenco, o movimento da APPO em Oaxaca, a mobilização cidadã contra a fraude eleitoral de 02 de 2006), também podem criar tramóias midiáticas sem nenhuma sustentação real, ou seja, mitos pós-modernos.

Exemplos de mitos criados e difundidos pelos meios de comunicação:

* Mitos políticos: o governo de Felipe Calderón é forte, legítimo e legal e vela por todos os mexicanos; o PRD é um partido de esquerda; o PAN é o partido da “renovação cultural”; o PRI é um partido político.
* Mitos Desportivos: a seleção nacional do México tem qualidade futebolística de nível internacional; a série mundial de beisebol gringo é mundial;
* Mitos Militares: o exército federal existe para salvaguardar a soberania nacional;
* Mitos de Espetáculos: Britney Spears sofre em seu programa de desintoxicação; RDB é um grupo musical;
* Mitos Educativos: Elba Esther Gordillo é professora; Josefa Vázquez Mota trabalha para melhorar a educação no México.
* Mitos Jurídicos: A justiça no México é honesta, limpa, imparcial e objetiva; o Estado de Direito impera no México;
* Mitos Econômicos: as privatizações são necessárias e urgentes para a economia nacional; os bancos servem à economia nacional.
* Mito Cômico: Há alguma diferença entre as notícias da classe política e dos programas de humor.
* Mito Religioso: Onésimo Cepeda é um bispo católico.
* Mito Ético: A posição que se toma sobre o tema do aborto é uma posição a favor da vida ou a favor da morte.

D).- Sobre o Campo Mexicano

Marcos a partir das exposições de outros convidados da Via Campesina, Rafael Alegria (Equador), Sérgio Rodríguez Lazcano (México), João Pedro Stédile (Brasil), relata diferentes experiências das lutas mexicanas, entre elas as ocorridas em Sonora, San Luis Potosí; Zacatecas, Atenco, Oaxaca, Chiapas.

Chiapas

Na Chiapas de nossas dores e esperanças, as comunidades indígenas zapatistas demonstram que outro mundo é possível. E que é possível levantá-lo sobre a base da cultura indígena, sua concepção de terra e de território. Chamamos a isso: “Dignidade”.

Conta uma lenda recente que nas sombras da madrugada das montanhas do sudeste mexicano, homens e mulheres de cor morena apenas têm em seu coração um temor: o de nada fazer frente à injustiça. “Os Vigilantes” chamam-se estes homens e mulheres. São o núcleo duro do Votán Zapata, do guardião e coração do povo. Elas e eles são quem cuidam de todos e a todos acompanham. Alguém lhes pergunta: “De que se trata tudo isso?”. Elas e eles respondem: “De ser melhores, da única forma que é possível ser melhores, ou seja, juntos”. A voz dos Vigilantes se escuta como um grito quando dizem: “De ser dignas e dignos, é disso que se trata tudo isso”. E eu acrescento agora: “Um dos caminhos da dignidade continua sendo a Via Campesina em todo o mundo”.

** Subcomandante Marcos – Exército Zapatista de Libertação Nacional

(MÉXICO) 28.03.07 – www.adital.org.br

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Relatório de Plenária do Comitê ocorrida em 10/12/2008

Publicado por fsmce em Dezembro 25, 2008

Data da reunião: 10/12/2008

Presentes: Sharlon Costa (Central dos Movimentos Populares – CMP), Zito (ESPLAR/ABONG), Arnaldo Fernandes (Movimento Ambiental), Nashira Mota (NAVE), Regina Silva (FBFF), Teresa Neuman (AMORAT/MPcD), Clesley Tavares (ENSINE), Eveline Oliveira (AESC), Socorro Carvalho (FCM), Lisane Marques (CAMPE/MPcD), Rosana Marques (CAMPE), Maria Leme (FBFF/GEP), Markus Teleger (FERU-CE), Hilda Lobo (ASSM), Maria Ozaneide (FETANCE), Fátima Castro (AMEM/MAP), Jacqueline Lessa (ACDM), Débora Urano (Turismóloga), Silvia Paiva (AICC), Isabel Sousa (REAJU), Maria do Carmo (ACBE) e Rozângela Silva (AROEIRA).

Justificaram ausência: Iara Fraga (GRÃOS) e Eduarda Lemos (GRÃOS), Antonio José e Cíntia Nascimento (Red. Jovens NE), Cristiane Faustino (FCM/Terramar).

=> Pauta:

No início foi passado o informe sobre a execução do calendário das oficinas itinerantes, que já foram realizadas em: Caucaia (Metropolitana de Fortaleza), Morada Nova (Jaguaribe), Iguatu (Centro Sul) e Quixadá (Sertão Central). Houve também informe sobre o FSM em Fortaleza, no encontro da FBFF/CONAM e no Seminário sobre Agroecologia e no Encontro Microregional de Agroecologia em Itapipoca.

Resta ainda pendente a realização de oficinas no Litoral Leste, Litoral Oeste, Maciço de Baturité, Cariri, Sertão dos Inhamuns, Ibiapaba/Região Norte.

Em seguida foi passado o informe sobre os encaminhamentos dos “Pedidos de Apoio”, que foram protocolados nas seguintes instituições: BNB, Câm. Mun. de Fortaleza, Prefeitura de Fortaleza, Governo do Estado, BB, CEF, Sindicatos ligados a CUT. Fio entregue um pedido a ser encaminhado a Petrobras. Ainda sobre este assunto, ficou resolvido que quem mais tenha interesse em encaminhar pedidos de apoio a outras instituições deve enviar mensagem à Secretaria do Comitê ( secretaria.fsmce@gmail.com ), solicitando “modelo padrão”, devendo na ocasião, para efeito de controle, informar para quais locais encaminhará os pedidos.

Conforme ficou decidido em Plenária anterior: “Cabe aos diversos grupos que se articulam no âmbito do Comitê CE pró FSM buscarem captar recursos em diversos outros locais, tais como: Prefeituras do interior, Mandatos Parlamentares etc”.

Ficou resolvido que a partir da próxima, as Plenárias passaram a ocorrer semanalmente, e, por esta razão diminuirá a frequência das reuniões dos Grupos de Trabalho.

Sobre o “Encontro pré-FSM 2009”, foi resolvido que seriam convidados 4 (quatro) pessoas para facilitar o debate sobre análise de conjuntura: Gema Galgani (Economia Doméstica/UFC), Aécio Oliveira (Economia/UFC) e Weibe Tapeba (Indígena), @s quais serão convidad@s.

=> Próximas reuniões dos Grupos de Trabalho:

GT de Metodologia: Dia 19/12 (sexta-feira) as 18:00 h na sede da FETANCE (Avenida do Imperador, nº 1649 – Benfica).

Obs.: A pauta da reunião do GT de Metodologia será o “Encontro pré-FSM 2009”.

PRÓXIMA PLENÁRIA

Dia 22/12 (segunda-feira) às 18:30 h no ESPLAR (Rua Princesa Isabel, nº 1968 – Benfica).

* Pauta sugerida: - Informes Gerais; – Informe do FSM 2009; – Avaliação do processo; – Encaminhamentos.

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Relatório de Plenária do Comitê ocorrida em 03/12/2008

Publicado por fsmce em Dezembro 14, 2008

Local: Centro de Pesquisa e Assessoria – ESPLAR, Fortaleza-Ceará.

Data da reunião: 03/12/2008

Presentes: Sharlon Costa (Central dos Movimentos Populares – CMP), Zito (ESPLAR/ABONG), Arnaldo Fernandes (Movimento Ambiental), Nashira Mota (NAVE), Regina Silva (FBFF), Teresa Neuman (AMORAT/MPcD), Clesley Tavares (ENSINE), Eveline Oliveira (AESC), Iara Fraga (GRÃOS), Eduarda Lemos (GRÃOS), Raimundo Nonato (RCSES), Suely Silva (UMC), Chicão Oliveira (Crítica Radical), Cláudio Monteiro (Critica Radical), Socorro Carvalho (FCM), Dilsa Gomes (Mov. Ambiental), Suslana Maia (Mov. Ambiental), Eliane Almeida (CMP-CE), Calos Alberto (CMP-CE), Rosana Marques (CAMPE), Dalber (CMP), Caio Feitosa (Nosso Espaço), Maria Assunção (COOTRACE), Markus Teleger (FERU-CE) e Lucillene Matias (ACPJ).

Justificaram ausência: Fátima Castro (AMEM/MAP), Jacqueline Lessa (ACDM), Débora Urano (Turismóloga), Valdência Souza (CETRA), Maria Ozaneide (FETANCE).

=> Pauta:

No início da reunião o Nonato pediu para dar um informe, pois sairia em instante para outro compromisso. Informou que no dia 15/12 ocorrerá a uma atividade por ocasião do Dia Nacional da Economia Solidária. Assim que for concluída a programação ele a enviará ao “grupo virtual” do Comitê CE pró FSM.

* FSM 2009:

Na seqüência foi feita a leitura do Pedido de Apoio e, em seguida, do Projeto (revisado), ambos aprovados pela Plenária para imediato encaminhamento.

Em seguida fizemos foi aberta uma rodada para que as pessoas presentes indicassem locais para encaminhamento de Pedido de Apoio para o FSM 2009, bem como se comprometessem com algum encaminhamento. Sugiram as seguintes indicações:

- Local: BNB; pessoas responsáveis: Arnaldo, Zito e Lúcia.

- “”: ALECE; pessoas responsáveis: Arnaldo, Eliane, Regina Dilsa etc.

- “”: CM Fortaleza; pessoas responsáveis: Arnaldo etc.

- “”: Prefeitura de Fortaleza; pessoas responsáveis: Chicão Oliveira, Socorro Carvalho, Ozaneide.

- “”: Governo do Estado; pessoas responsáveis: Zito, Arnaldo etc.

- “”: Sindicatos ligados a CUT; pessoas responsáveis: Eliane e Ozaneide.

- “”: Petrobras; pessoas responsáveis: Nashira e Clesley.

- “”: Prefeituras no Maciço de Baturité; pessoas responsáveis: Sharlon e Nashira.

- “”: ADUFC; pessoas responsáveis: Caio e Zito.

- “”: AFBNB; pessoas responsáveis: Arnaldo e Zito.

- “”: FUNCI; pessoa responsável: Eveline.

Outras instituições podem e devem ser contatadas. Cabe aos diversos grupos que se articulam no âmbito do Comitê CE pró FSM buscarem captar recursos em diversos outros locais, tais como: Prefeituras do interior, Mandatos Parlamentares etc.

A fim de possibilitar um maior controle no encaminhamento dos pedidos de apoio, bem como no monitoramento de tais solicitações, foi decidido que as pessoas devem buscar se articular em “comissões”. O modelo de pedido de apoio poderá ser solicitado através do e-meio da Secretaria do Comitê ( secretaria.fsmce@gmail.com ), desde que se indique o local do pedido e a(s) pessoa(s) responsável pelo acompanhamento.

=> Próximas reuniões dos Grupos de Trabalho:

GT de Comunicação e Mobilização: Dia 05/12 (sexta-feira) as 18:00 h na sede da CMP (Av. da Universidade, nº 2245 – Benfica).

Obs.: Ficou decidido que na próxima semana não haverá reunião dos GT de Metodologia e Infra-estrutura.

PRÓXIMA PLENÁRIA

Dia 10/12 (quarta-feira) às 18:30 h no ESPLAR (Rua Princesa Isabel, nº 1968 – Benfica).

* Pauta sugerida: - Informes Gerais; – Informe do FSM 2009; – Avaliação do processo; – Encaminhamentos.

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Relatório da Plenária do Comitê ocorrida em 25/11/2008

Publicado por fsmce em Dezembro 6, 2008

Local: Centro de Pesquisa e Assessoria – ESPLAR, Fortaleza-Ceará.

Data da reunião: 25/11/2008

Presentes: Sharlon Costa (Central dos Movimentos Populares – CMP), Zito (ESPLAR/ABONG), Arnaldo Fernandes (Movimento Ambiental), Hilda Lobo (AASM), Nashira Mota (NAVE), Fátima Castro (AMEM/MAP), Regina Santos (Casa Chiquinha Gonzaga), Jacqueline Lessa (ACDM), Teresa Neuman (AMORAT/MPcD), Célia de Medeiros (SETAH), Clesley Tavares (ENSINE), Luiz Calos Favaron (AESC), Iara Fraga (GRÃOS), Margarida Pinheiro (CETRA), Valdência Souza (CETRA), Lourdes Freitas (RCSES), Regina Lopes (RCSES) e Débora Urano (Turismóloga).

=> Pauta – FSM 2009:

Foram tiradas algumas dúvidas a cerca do processo de inscrição no FSM 2009, bem como fio apresentado o projeto de Captação de Recursos, com o respectivo pedido de apoio.

Sobre o processo de inscrição foi dado o informe de que a intenção todas as pessoas da delegação cearense através do Comitê CE pró FSM. Isto porque fica melhor para efeito de viabilizar acomodação coletiva em Belém. Além disso, o valor da inscrição fica mais em conta, tendo em vista que existe um incentivo para grandes delegações, segundo o qual, a partir do 51º o valor da inscrição será R$ 10,00. Até o 50º o valor da inscrição é de R$ 20,00 (por delegado de entidade inscrita). Já a inscrição “avulsa” custa R$ 30,00 (por pessoa).

Sobre o Projeto, foi avaliado que estava muito extenso. Sendo assim foi formada uma comissão para resumir o Projeto e aperfeiçoar seu formato. Entraram na comissão: Zito, Margarida, Valdênia e Markus. Arnaldo ficou de enviar o Projeto por e-meio, bem como acompanhar sua definição.

Outro ponto discutido foi a questão do levantamento da demanda para efeito de distribuição das vagas nos ônibus que o Comitê conseguir fretar com a suma dos recursos arrecadado (possivelmente) a partir do encaminhamento dos pedidos de apoio. Para tanto foi decidido que os Movimentos e Organizações Sociais que se articulam no âmbito do Comitê já devem fazer uma estimativa da demanda de seu grupo (quantidade de pessoas interessadas e disponíveis para participar do FSM 2009) e trazer os nomes (completos com o número do rg) a partir da próxima Plenária. Se preferirem podem enviar a “relação de nomes” para o e-meio da Débora (pessoa responsável pela organização do ônibus).

No que se refere às oficinas itinerantes, foi informado que algumas estão remarcadas ou canceladas e poucas estão confirmadas. Considerou-se importante estarmos buscando garantir a realização das oficinas, a depender da iniciativa das entidades proponentes.

=> Próximas reuniões dos Grupos de Trabalho:

GT de Comunicação e Mobilização: Dia 02/12 (terça-feira) as 18:00 h na sede da CMP (Av. da Universidade, nº 2245 – Benfica).

Obs.: Ficou decidido que na próxima semana não haverá reunião dos GT de Metodologia e Infra-estrutura (a definição do Projeto deverá ocorrer por meio virtual).

PRÓXIMA PLENÁRIA

Dia 03/12 (quarta-feira) às 18:30 h no ESPLAR (Rua Princesa Isabel, nº 1968 – Benfica).

* Pauta sugerida: - Informes Gerais; – Informe do FSM 2009; – Apresentação dos GTs; – Encaminhamentos.

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